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3 de junho de 2025

Gato por lebre em saúde: por que você, paciente, precisa saber o que está sendo usado em você

Você já ouviu a expressão “comprar gato por lebre”? Ela descreve quando alguém paga por algo acreditando ser de boa qualidade — e acaba recebendo algo muito aquém do prometido. Agora, imagine isso acontecendo em algo que impacta diretamente sua saúde.

Pois é. Está mais presente do que se imagina.

Num cenário em que decisões são frequentemente tomadas com base em preço — e não em eficácia, segurança ou desempenho — é o paciente quem corre o maior risco. E a verdade é dura: materiais hospitalares não são todos iguais. A diferença entre um produto de alta performance e um item genérico de baixa qualidade pode significar, literalmente, menos dor, menos infecção, menos complicação.

O que está sendo usado em você?

Quando você é submetido a um procedimento — seja uma simples punção venosa ou uma cirurgia de grande porte — há uma série de produtos que interagem com seu corpo: agulhas, fios, cateteres, hemostáticos, entre outros. E esses materiais não são invisíveis ao resultado. Uma agulha mal afiada pode causar trauma. Um hemostático de baixa absorção pode não conter o sangramento. Um conector de infusão pouco resistente pode romper em uso. Mas nada disso é explicado ao paciente.

No entanto, como consumidores, aprendemos a identificar qualidade em roupas, celulares, alimentos… Por que não fazemos o mesmo com a saúde?

O médico precisa — e pode — escolher melhor

Muitos profissionais ainda se sentem de mãos atadas. Acabam usando o que é “o padrão do hospital” ou “o que foi comprado pela administração”. Mas o médico é, sim, a autoridade técnica no centro cirúrgico, no consultório ou na UTI. Ele pode, e deve, indicar o que há de melhor para o paciente.

A escolha do insumo faz parte da boa prática médica.

Por isso, médicos precisam ser agentes ativos nessa transformação. Alertar gestores, sugerir substituições, questionar licitações com critérios unicamente econômicos. Afinal, não é o mais barato o que se busca em saúde — é o que funciona melhor.

Depoimentos de profissionais de saúde

Diversos estudos e reportagens revelam a insatisfação de profissionais da saúde com a qualidade dos materiais fornecidos, especialmente em instituições públicas. Um estudo realizado em um hospital público de média complexidade no Paraná identificou que a gestão de materiais é centrada na direção de enfermagem, necessitando de maior participação dos outros profissionais na escolha dos materiais em uso, para reduzir as fragilidades encontradas nesse processo.

Além disso, o Conselho Federal de Enfermagem já recebeu quase 3,6 mil denúncias de falta, escassez ou má qualidade dos equipamentos de proteção individual, como máscaras, luvas e aventais.

Esses relatos evidenciam a necessidade urgente de envolver os profissionais de saúde na escolha e gestão dos materiais utilizados, garantindo assim a segurança e a qualidade no atendimento ao paciente.

Pacientes informados fazem a diferença

Você, paciente, também pode participar dessa mudança.

Pergunte:

  • Que material está sendo usado em mim?
  • Há opção mais segura ou moderna?
  • Esse produto é aprovado por instituições sérias?
  • Ele é utilizado em hospitais de referência?

Exigir respostas não é ser desconfiado — é ser consciente.

A saúde não pode ser terreno para atalhos. Comprar barato, aqui, pode custar muito mais adiante: em dor, em infecções, em retrabalho, em sofrimento.

Saúde com qualidade é um direito — e uma escolha

Na Cirúrgica DMG, acreditamos que qualidade não é luxo. É base. Representamos marcas internacionais que investem em pesquisa, desenvolvimento e segurança — porque sabemos que isso reflete em resultados concretos.

Nossa missão é colaborar com médicos que querem o melhor para seus pacientes e com pacientes que se recusam a aceitar “gato por lebre” em sua saúde.

Afinal, quando se trata de cuidar da vida, não se aceita menos que o melhor.

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DMG Cirúrgica